No caminho certo
Lendo as notÃcias dos jornais brasileiros, me deparo com um anúncio de que o governo está finalmente revisando as aliquotas do Imposto de Renda pessoa fÃsica, buscando com que a classe média brasileira pague uma aliquota menor, enquanto as pessoas de renda mais alta pagam um pouco mais caro.
A dificuldade é definir qual seria esta aliquota, pois para que a média dos trabalhadores pague menos, é necessário um aumento na aliquota máxima de 27,5% para aqueles que ganham muito acima da média. Atualmente, as pessoas que ganham entre R$1.164,01 e R$2.326,00 pagam 15% de seus salários, enquanto as pessoas que ganham R$2.326,00 ou mais pagam 27,5% de imposto de renda. A reforma deverá criar uma aliquota intermediária entre os 15% e os 27,5%, diminuindo a aliquota menor, e aumentando a faixa superior.
Juntando isso com a já anunciada oficialmente redução no IOF (imposto cobrado quando fazemos um empréstimo), facilitaria a vida da classe média, deixando mais dinheiro no bolso das pessoas, que por consequência gastariam mais, aquecendo um pouco a economia.
Outra medida também sendo discutida, é a desoneração da contribuição previdenciaria patronal em pelo menos 6%. De longa data as empresas reclamam do custo elevado que um funcionário representa, fazendo com que muitas contratem na ilegalidade, prejudicando empresa, empregado e o próprio governo, pois acredito que é consenso que arrecadar menos, é melhor do que arrecadar nada.
A equipe economica está no caminho certo, pois o que o mercado necessita é apenas incentivos para que o ciclo de produção e consumo continue, reduzindo a necessidade de demissões e aumento de preços. O Brasil está dando exemplo para o mundo, lutando bravamente para manter a taxa de crescimento de 4% ao ano, andando na contramão do cenário de recessão mundial. Só precisamos ter em mente que para estas medidas fiscais legalmente entrarem em vigor em 2009, é necessário aprova-las ainda este ano.
Frase do Dia
“Se um homem não descobriu algo pelo que morreria, é porque não está apto a viver” - Martin Luther King