Glossário
Compilei este pequeno dicionário, para as palavras mais específicas, e para que as pessoas possam saber o que determinados tipos de investimento realmente significam na prática. Caso algum termo que eu tenha esquecido apareça, vou ir adcionando a lista.
Uma ação nada mais é do que um título pelo qual você vira dono de parte de uma empresa. Elas podem ser ordinárias (te dão direito a votar) ou preferênciais (sem direito de votar). Existem duas maneiras de se ganhar dinheiro com as ações. A primeira seria com a sua volatilidade, ou trocando em miúdos, você compra a ação por um valor, e depois de um período consegue vende-la por um preço mais elevado. A segunda, é com o pagamento de dividendos, que nada mais é do que a repartição dos lucros e benefícios dados pela empresa.
Quando um investidor quer investir no mercado de ações, existem duas diretrizes básicas que determinam o tipo de títulos que o mesmo deve buscar. Em primeiro lugar viriam os titulos das empresas grandes (Vale do Rio Doce, Petrobras, Gerdau, etc), que por terem muita gente sempre comprando e vendendo, tem muita liquidez, e um desempenho mais linear. São considerados títulos de baixo risco, e que tem a tendência de pagar bons dividendos a longo prazo. O outro tipo de títulos, seriam o de empresas menores, conhecidas como “Small Caps”, que tem grande volatilidade, gerando oportunidades de grandes ganhos (e perdas, claro), provenientes da compra e venda dos papéis, mas com uma liquidez bem menor do que a das grandes empresas.
Para comprar e vender ações, o investidor se “associa” a uma corretora, e a partir dai tem a opção de operar por conta própria, usando o sistema conhecido como Home Broker, ou através da própria corretora.
BM&F - Bolsa de Mercadoria e Futuros
Sediada em São Paulo, ela realiza dois tipos de negócios: a vista ou futuro. Quem paga a vista movimenta um mercado em que são fechados contratos de compra e venda de commodities, principalmente mercadorias agropecuárias (gado, café, açúcar, feijão e soja) e o ouro. Nas negociações futuras entram os contratos de dólar, boi gordo, o índice Bovespa, juros, e a maioria das commodities. Quem recorre a esses mercados geralmente tem um objetivo: proteger-se de flutuações nos preços dos produtos ou mercadorias.
A Bolsa de Valores do Estado de São Paulo é a bolsa oficial de negociação do Brasil. Com a fusão com a BM&F, foi criada a nova instituição chamada BM&FBovespa, a partir de maio de 2008. Seu principal índice econômico é o IBovespa.
Certificado de Depósito Bancário (CDB)
Certificado de Depósito Bancário (CDB) são títulos de captação de recursos do setor privado, cujas taxas são expressas em % ao ano. É o mais procurado pelo fato de ser transferível por endosso nominativo, ou seja: pode ser vendido a qualquer hora dentro do prazo contratado com pequeno deságio. É conhecido como depósito a prazo, pode ser prefixado ou pós-fixado. Seu prazo varia para cada caso. Dependendo da classificação da qualidade de crédito do emissor, pode ser classificado como de 1ª ou 2ª linha.
CMN - Conselho Monetário Nacional
O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão deliberativo máximo do Sistema Financeiro Nacional.
É responsável por estabelecer as diretrizes gerais da política monetária, cambial e crediticia; regular as condições de constituição, funcionamento e fiscalização das instituições financeiras; dsiciplinar os instrumentos de política monetária e cambial.
É composto pelo Ministro da Fazenda (Presidente), pelo Ministro do Planejamento e pelo Presidente do Banco Central.
Termo usado em transações comerciais internacionais para designar um tipo de mercadoria em estado bruto ou com um grau muito pequeno de industrialização. As principais commodities são produtos agrícolas (como café, soja e açúcar) ou minérios (cobre, aço e ouro, entre outros).
CVM - Comissão de Valores Mobiliários
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi criada para disciplinar o funcionamento do mercado de valores mobiliários e a atuação de seus protagonistas, assim classificados, as companhias abertas, os intermediários financeiros, e os investidores, além, de outros cuja atividade gira em torno desse universo principal, como Bolsas de Mercadorias e Futuros e os ativos nelas transacionados.
Títulos que garantem ao comprador uma renda fixa, ao contrário das ações, cuja renda é variável. O portador de uma debênture é um credor da empresa que a emitiu, ao contrário do acionista, que é um de seus proprietários.
Colocando de forma simples, a empresa emite os títulos (debêntures) para conseguir dinheiro emprestado, e promete pagar uma taxa fixa a longo prazo. O que garante o pagamento do debênture, é o patrimônio da empresa, ou seja, se ela não pagar os títulos, pode ser executada e perder seu patrimônio.
São ativos financeiros que derivam do valor de outro ativo financeiro (ações) ou mercadorias. Normalmente tem alta volatilidade, gerando a oportunidade de grandes ganhos/perdas em períodos relativamente curtos.
As duas formas mais comuns de derivativos são o mercado de opções e o mercado de futuros. Estes tipos de negociações, são gerenciadas pelas corretoras associadas a BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros).
Sigla para Foreign Exchange, conhecido como o Mercado Internacional de Divísas, ou na prática, o processo de compra e venda de moeda estrangeira. Representa o maior mercado do mundo em volume de dinheiro movimentado, com mais de 3 trilhões de dólares movimentados todos os dias.
Os fundos, são formados pela associação de vários investidores, que juntos tem um poder de fogo muito maior para investir. Normalmente são organizados por corretoras ou profissionais do mercado. O dinheiro de todos os participantes do fundo, é normalmente investido em várias empresas de um determinado setor.
Os dividendos pagos pelos fundos, são na maioria das vezes atrelados ao índice Ibovespa, que é como se fosse um medidor de desempenho da Bovespa. O investidor ganha conforme a variação deste índice no período de sua aplicação.
São fundos que realizam compra e venda de empresas. O objetivo desses fundos é comprar empresas familiares ou que não possuem capital aberto, profissionalizá-los e desfazer-se do ativo através de uma abertura de capital.
A rentabilidade varia conforme o trabalho que é realizado -uma empresa que ganha força e tem uma abertura de capital bem-sucedida rende mais, porém há o risco dessa empresa não ter um bom desempenho.
Para aplicar nesse tipo de fundo é necessário recorrer a instituições financeiras e gestoras de fundos -mas são poucos deles que fazem esse trabalho. Aliás o único que me vem a cabeça é o Axxon Group.
São fundos cujo recurso aplicado é usado para investimentos em títulos de renda fixa. São feitos através de instituições financeiras, que normalmente usam o recurso em aplicações mais arriscadas, tomando para si os lucros ou perdas resultantes dessa operação.
São fundos onde a idéia é alocar recursos em diferentes tipos de investimento - buscando, assim, maior rentabilidade sem se expor tanto ao risco. Também são feitos através de bancos e corretoras.
O mercado de futuros, refere-se a compra de um ativo dentro de um determinado período por um preço pré-fixado. A forma mais popular de utilização deste tipo de negociação, é na negociação de commodities.
Usando como exemplo, no mercado de futuros, o investidor pode fechar um contrato de compra de laranjas por um determinado valor daqui, por exemplo, um mês. O ganho ocorrerá se, por motivos diversos, o preço da laranja disparar no mercado (consumo em alta, geadas em áreas produtoras, etc.), já que o investidor comprará pelo preço previamente combinado. Em compensação, pode perder dinheiro se o preço do produto no mercado cair.
Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (IBOVESPA), número que exprime a variação média diária dos valores das negociações na Bolsa de Valores de S.Paulo. É calculado com base em uma carteira teórica composta pelas ações que representam 80% do volume total de negócios realizados na Bovespa nos 12 meses que antecedem sua formação. A composição da carteira é reavaliada a cada quatro meses – mais especificamente em janeiro, maio e setembro.
Procurado normalmente por quem quer segurança, pois é um ativo real (não suscetível à variação de humor do mercado). A rentabilidade pode vir tanto pela valorização do bem (localização que se torna mais privilegiada ao longo do tempo, por exemplo) ou através de arrendamento (aluguel). O risco fica na possibilidade de depreciação do imóvel (incêndio, enchentes, desgaste do tempo) e na sua baixa liquidez.
Dentro desta linha ainda aparecem vários fundos imobiliários - onde o investidor aplica um recurso para outra pessoa, normalmente construtoras ou incorporadoras, administrar
Velocidade pela qual um investidor pode se desfazer de um investimento.
Comprar moedas estrangeiras - em especial o dólar, por ser a moeda mais “líquida“- sempre foi uma maneira eficaz de se proteger contra a desvalorização da moeda local, uma vez que a cotação da moeda estrangeira se eleva nesses casos. Mas essa lógica pode ser invertida se a própria moeda comprada estiver desvalorizada.
O uso do dólar como investimento é comum a empresas e pessoas com grandes dívidas realizadas nesta moeda. Assim, se o dólar sobe, o custo maior da dívida devido à variação é compensada pelos ganhos do investimento, e vice-versa.
Além de comprar da moeda em si através de casas de câmbio ou instituições financeiras, o investidor ainda pode apostar em fundos cambiais operados por corretoras - mas trata-se de uma opção mais arriscada.
NASDAQ - National Association of Security Dealers Automated Quotation System
A NASDAQ é a principal instituição norte-americana operando no mercado de balcão. Neste tipo de mercado os títulos são negociados por meio de pregão eletrônico e não por meio do pregão ao vivo. Recentemente, a NASDAQ uniu-se à American Stock Exchange (AMEX), formando o pregão NASDAQ-AMEX Market Group. Esse sistema comercializa ações de importantes empresas de tecnologia e internet, tais como: Microsoft, Intel, Dell Computer, Yahoo!, Amazon, etc.
Os dois principais índices “gerados” pela NASDAQ são o Nasdaq Composite (exprime a negociação média diária) e o Nasdaq 100 (desempenho das 100 maiores empresas norte-americanas e estrangeiras).
Investir em obras de arte ou objetos antigos demanda conhecimento da área ou, ao menos, a consultoria de um profissional. Trata-se de um bom investimento no caso do investidor descobrir “pechinchas”. Seus maiores problemas são a baixa liquidez - só se vende facilmente um objeto quando ele é de fácil reconhecimento de qualidade - e o risco de se comprar um objeto falso.
Até nesse caso é possível arriscar mais ou menos. Uma aposta de baixo risco é comprar obras de artistas famosos. Mas o investidor pode apostar que determinado artista vai no futuro se tornar reconhecido, o que faria sua obra a princípio barata ter uma grande valorização ao longo do tempo. O risco é que também há a possibilidade do artista não “vingar”.
Contrato que envolve o estabelecimento de direitos e obrigações sobre determinados títulos, com prazo e condições preestabelecidos.
Na prática funciona mais ou menos assim:
- O comprador da opção faz um contrato com o “proprietário” de determinada ação, estabelecendo uma data futura, em que ele terá a opção de comprar uma quantidade específica de ações por um preço pré-estabelecido. Para ter esse direito, o comprador paga uma taxa.
- Quando chega o dia combinado, o comprador tem a OPÇÃO (dae o nome da negociação) de comprar o lote de ações combinado, pelo preço previamente acordado. Caso resolva que não quer comprar, perderá a taxa que pagou anteriormente para ter esse direito.
É considerado o investimento mais conservador. Tem rentabilidade de 0,5% ao mês mais a variação da TR (Taxa de Referência), um fundo garante investimentos de até R$ 60 mil em caso de quebra da instituição financeira que a gere e é isento de Imposto de Renda para pessoa física. Também tem alta liquidez - pode-se retirar os recursos a qualquer momento.
Seu maior problema é a rentabilidade muito baixa - só supera os ganhos com ações caso o mercado financeiro esteja muito turbulento, e até mesmo fundos de renda fixa obtém retorno melhor. É recomendado principalmente a quem tem muito baixa renda ou não pode correr o risco algum de perder o qualquer dinheiro.
PIB - Produto Interno Bruto
Sigla de “Produto Interno Bruto”, principal indicador da atividade econômica. É o valor de todos os bens e serviços produzidos dentro das fronteiras de um país, independentemente da nacionalidade do produtor. Existem dois tipos: o PIB total é expresso em valores do ano analisado; o PIB real é a “tradução” dos resultados para valores atuais, descontando-se a inflação e a variação da taxa de câmbio (uma vez que geralmente é expressa em dólares norte-americanos).
Geralmente é indicado ao investidor que pretende guardar dinheiro para ter uma aposentadoria mais tranqüila - já que sua tributação é mais alta conforme o tempo de investimento.
Dois tipos de planos de previdência são mais comuns: o PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) - indicado para quem pretende poupar até 12% da renda bruta e usá-lo realmente para aposentadoria - e o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) - indicado para quem investe mais do que os 12% da renda e que usa a previdência privada como investimento de médio prazo.
O rendimento depende da forma de gestão do fundo pela instituição financeira. Os que possuem maior alavancagem rendem mais, mas podem perder dinheiro. Os menos alavancados, portanto, são mais seguros e com menor rentabilidade. O nível de alavancagem de um fundo é pré-determinado em contrato.
Índice calculado pela consultoria americana Standard&Poor´s que reflete o desempenho de 500 maiores empresas industriais norte-americanas.
Sigla de Sistema Especial de Liquidação e Custódia. É um sistema computadorizado do Banco Central onde são registradas todas as operações de débitos e créditos feitas apenas entre bancos e demais instituições financeiras credenciadas. Seu funcionamento é parecido com o sistema de compensação de cheques só que para títulos públicos. É por meio dessas trocas que o governo consegue dinheiro emprestado dos bancos. Pelo Selic, portanto, é possível calcular a média dos juros que o governo paga aos bancos que lhe emprestam dinheiro. Essa média, que é a Taxa Over-Selic, serve de referência para o cálculo de todas as outras taxas de juros do País. Por isso ela é também chamada de taxa de juro básico.
Papéis onde sabe-se antecipadamente qual será o retorno (pré-fixado) ou com ganho atrelado a um índice - como o CDB (Certificado de Depósito Bancário), RDB (Recibo de Depósito Bancário) ou a taxa básica de juros, a Selic (pós-fixados)
Eles podem ser privados - emitidos tanto por empresas de capital aberto como pelas instituições financeiras - e públicas - emitidos pelos governos federal, estadual e municipal.
O investimento nesses títulos pode ser feito através de instituições financeiras ou diretamente, no caso dos títulos públicos, através do Tesouro Direto.
Os títulos de dívida (debêntures, notas promissórias e recebíveis, no caso das empresas; e títulos de dívida pública, no caso do poder público) e os atrelados ao CDB e ao RDB são os mais comuns papéis de renda fixa.
Sua liquidez é relativa, dependendo de seus prazos. Mas, no mercado, é comum a negociação desses papéis enquanto eles não vencem, o que lhe dá maior liquidez. Seu rendimento também depende a quem está atrelado, mas normalmente a possibilidade de ganho é menor do que em investimentos de renda variável.